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Odontologia · Autoconhecimento Interpessoal

Como você se relaciona quando a situação pressiona?

Explore situações reais da prática odontológica — consultório, paciente, equipe, ética — e descubra seu perfil interpessoal. Sem julgamentos, sem ranking.

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Sobre o Projeto

Projeto de Extensão · Disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais

Curso de Odontologia · Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio

Contexto e problemática

Na prática clínica odontológica, as relações interpessoais — entre profissional e paciente e dentro da equipe multiprofissional — são determinantes para a qualidade do cuidado e para o desenvolvimento profissional. Situações de conflito, dificuldades de comunicação, assertividade inadequada e falta de empatia comprometem tanto os vínculos terapêuticos quanto o ambiente de trabalho.

Este projeto de extensão parte da observação dessas situações conflitantes no relacionamento intrapessoal e interpessoal — no contexto individual, coletivo e profissional — tendo como base o processo de percepção de um indivíduo em relação a si mesmo e aos outros.

A proposta visa subsidiar estudantes e a equipe de odontologia na comunicação terapêutica, promovendo uma odontologia holística pautada pela ética, pela diversidade e pela comunicação não violenta.

Justificativa

A prática extensionista articula a instituição de ensino superior com a sociedade, promovendo a descentralização do conhecimento e o empoderamento das comunidades envolvidas. Identificar padrões de comunicação interpessoal — e oferecer reflexão qualificada sobre eles — é uma contribuição direta ao desenvolvimento de profissionais de saúde mais conscientes, empáticos e eficazes.

ConnectOdonto é a solução tecnológica desenvolvida como produto desta ação extensionista: uma ferramenta de autoconhecimento baseada em cenários situacionais reais do ambiente clínico, acadêmico e profissional — sem julgamentos, sem ranking, sem respostas certas ou erradas.

Objetivos

1

Identificar formas de comunicação intrapessoal e interpessoal em grupos específicos, a partir da interação com a ferramenta em situações reais de trabalho e estudo.

2

Observar se as linguagens utilizadas pelos participantes tendem a padrões violentos, passivos ou colaborativos — e promover reflexão sobre essas tendências.

3

Propor formas de linguagem terapêutica e comunicação não violenta para resolução de situações conflitantes no ambiente profissional e clínico.

4

Avaliar o atingimento dos objetivos sociocomunitários por meio dos dados coletados na plataforma (perfis, dimensões, ambientes e distribuição de respostas).

Metodologia — 5W2H

Planejamento e desenvolvimento do projeto

O QUÊ?What
Ferramenta digital interativa de mapeamento de perfil interpessoal por meio de cenários situacionais, desenvolvida como solução de Tecnologia da Informação da ação extensionista (item 2.6 do roteiro de extensão).
POR QUÊ?Why
Promover o autoconhecimento sobre padrões de comunicação interpessoal e subsidiar a prática de comunicação terapêutica e não violenta — objetivos centrais da disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais no curso de Odontologia.
QUEM?Who
Estudantes de Odontologia (do ciclo básico ao internato), cirurgiões-dentistas, especialistas, técnicos e auxiliares em saúde bucal, docentes e gestores de consultório — todos inseridos no universo da prática odontológica.
ONDE?Where
Plataforma digital de acesso livre, disponível em qualquer dispositivo com navegador — sem instalação, sem cadastro obrigatório.
QUANDO?When
Durante o período letivo de 2026, integrada às atividades da disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais, com uso contínuo para coleta e análise de dados da pesquisa.
COMO?How
Por meio de cenários situacionais gamificados — 8 situações sorteadas por sessão, em 6 ambientes odontológicos (consultório, faculdade, relação com o paciente, equipe, gestão e ética profissional), mapeando 6 dimensões interpessoais com base nos referenciais de Rahim (2002) e Salovey & Mayer (1990).
QUANTO?How much
Custo financeiro zero. Desenvolvida com tecnologias abertas (HTML, CSS e JavaScript), sem servidores externos ou infraestrutura paga — alinhado à diretriz de minimização de custos das ações extensionistas (item 2.5 do roteiro).

Dimensões interpessoais mapeadas

Cada sessão mapeia seis dimensões com base nos modelos de Rahim (2002) e Salovey & Mayer (1990). Todas possuem pontos fortes — nenhuma é patológica.

Assertividade — clareza e firmeza na expressão dos próprios limites, direitos e opiniões
Colaboração — disposição para construir soluções compartilhadas e apoiar o coletivo
Empatia — capacidade de reconhecer, acolher e validar a perspectiva emocional do outro
Diplomacia — habilidade de navegar conflitos preservando os relacionamentos e o vínculo terapêutico
Passividade — tendência a evitar confronto ou postergar a expressão das próprias necessidades
Impulsividade — reatividade emocional antes da reflexão — age rápido, sente depois

Referencial teórico

Três eixos da literatura científica fundamentam os cenários, as dimensões e os perfis deste projeto: inteligência emocional, gestão de conflito organizacional e habilidades sociais interpessoais.

Artigo · 1990
Emotional Intelligence
Salovey, P., & Mayer, J.D. · Imagination, Cognition and Personality, 9(3), 185–211.
Artigo fundacional da inteligência emocional como construto científico. Propõe quatro capacidades — perceber, usar, compreender e regular emoções — que fundamentam as dimensões de empatia, assertividade e diplomacia mapeadas neste projeto e a própria concepção de comunicação terapêutica profissional-paciente.
Artigo · 2002
Toward a Theory of Managing Organizational Conflict
Rahim, M.A. · The International Journal of Conflict Management, 13(3), 206–235.
Base teórica central para a construção das dimensões e cenários. O modelo bidimensional de Rahim — que cruza preocupação consigo mesmo e com o outro — organiza cinco estilos de gestão de conflito (integrativo, acomodativo, dominante, evitativo e comprometedor) presentes em todas as situações da ferramenta.
Artigo · 1998
What Makes a Leader?
Goleman, D. · Harvard Business Review, 76(6), 93–102.
Conecta inteligência emocional à eficácia interpessoal em contextos profissionais. Os cinco componentes de Goleman — autoconsciência, autorregulação, motivação, empatia e habilidades sociais — sustentam os perfis de resultado e as dicas personalizadas geradas pela ferramenta para cada participante.
Livro · 2001
Psicologia das Relações Interpessoais: Vivências para o Trabalho em Grupo
Del Prette, A., & Del Prette, Z.A.P. · Petrópolis: Editora Vozes.
Obra de referência brasileira sobre habilidades sociais no contexto do trabalho e da formação profissional. Fundamenta a premissa central do projeto — competências interpessoais são desenvolvíveis — e ancora os cenários do ambiente acadêmico e clínico, especialmente os que envolvem comunicação em grupos e equipes multiprofissionais.

Orientação acadêmica

Prof.ª Rosangela Silva
Docente orientadora do projeto de extensão
Curso de Odontologia · Disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais
Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio · 2026

Considerações éticas e limitações

Esta ferramenta não é um instrumento diagnóstico e não pretende classificar ou rotular pessoas. Os perfis gerados são retratos momentâneos de tendências interpessoais — sujeitos a contexto, estado emocional, fase de vida e disposição no momento da exploração.

Nenhum perfil é superior a outro. Cada dimensão possui pontos fortes e pontos de desenvolvimento. O objetivo é ampliar a consciência sobre como você tende a agir sob pressão — não prescrever como você deve ser.

Os dados são armazenados localmente no dispositivo do participante e utilizados exclusivamente para fins acadêmicos e de avaliação do projeto de extensão, conforme os objetivos estabelecidos na disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais.

Sua jornada

Acompanhe como seu perfil evolui a cada partida.

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ConnectOdonto — Autoconhecimento Interpessoal

Cartilha Interpessoal

Guia prático de relacionamentos, tomada de decisão e comunicação para profissionais da Odontologia

Esta cartilha reúne orientações práticas baseadas em evidências sobre inteligência emocional, gestão de conflitos e comunicação terapêutica. Use como referência rápida nos momentos em que precisar de direção.
Comunicação

Comunicando com o Paciente

1

Prepare o ambiente. Antes de dar uma notícia difícil, garanta privacidade, sente-se ao nível do paciente e elimine interrupções. O contexto comunica tanto quanto as palavras.

2

Use linguagem acessível. Troque termos técnicos por descrições simples. O paciente toma decisões melhores quando compreende o que está acontecendo com sua saúde.

3

Valide antes de solucionar. "Entendo que isso é difícil de ouvir" abre mais espaço do que ir direto ao plano de tratamento. Emoção validada, mente aberta.

4

Quando questionado, não defenda — explique. "Posso te mostrar exatamente o que estou vendo?" transforma confronto em colaboração.

5

Documente a conversa. Registre no prontuário o que foi comunicado, como o paciente reagiu e o que foi acordado. Isso protege você e o paciente.

Conflito

Gestão de Conflitos — Os 5 Estilos

Baseado em Rahim (2002). Cada estilo tem seu momento — o erro está em usar sempre o mesmo.

I

Integração — Use quando o relacionamento importa e há tempo. "Como podemos resolver isso juntos?" Gera as soluções mais duradouras.

D

Dominação — Indicado em urgências clínicas ou risco ético. Assuma a posição com clareza. Não é arrogância — é liderança em situação crítica.

A

Acomodação — Quando você errou ou o assunto é menos relevante para você. Reconheça sem dramatizar. A humildade profissional fortalece vínculos.

E

Evitação — Para conflitos triviais ou quando as emoções estão acaloradas. Adie para um momento mais adequado. Não é fuga — é estratégia.

C

Compromisso — Ambos cedem um pouco. Ideal para negociações de equipe sem vencedor definido. Mantém o relacionamento e resolve o impasse.

Emoções

Inteligência Emocional na Prática

1

Reconheça seus gatilhos. Antes de reagir, faça uma pausa de 3 segundos. O que você sente no corpo quando a situação escala? Identificar o gatilho é o primeiro passo para regular a resposta.

2

Separe comportamento de caráter. Critique a ação ("isso não foi executado corretamente"), não a pessoa. Essa distinção muda completamente a receptividade ao feedback.

3

Use comunicação não-violenta. Estrutura: "Eu me sinto [emoção] quando [situação] porque [necessidade]. Preciso que [pedido claro]." Simples, direto e respeitoso.

4

Empatia não é concordar. Você pode discordar de um paciente ou colega e ainda respeitar sua perspectiva. Isso diferencia empatia de submissão.

5

Peça feedback da equipe. Líderes que abrem espaço para retorno honesto reduzem o ruído de conflitos não-ditos. "O que eu poderia fazer diferente?" é uma pergunta poderosa.

Decisão

Tomada de Decisão sob Pressão

Quando a situação exige uma escolha difícil, siga este protocolo:

1

Pause. Nomeie internamente: "Estou sob pressão agora." Esse reconhecimento já reduz a reatividade e abre espaço para pensar com clareza.

2

Identifique as partes afetadas. Quem é impactado pela decisão? Paciente, equipe, você, clínica. Ter clareza sobre os envolvidos orienta a escolha.

3

Consulte o Código de Ética. Em situações de dúvida ética, o Código de Ética Odontológico (CFO) é seu guia. Ele existe para proteger o profissional e o paciente.

4

Prefira a transparência. Omitir um erro ou uma má notícia gera conflitos maiores no futuro. Honestidade oportuna protege o vínculo terapêutico e a confiança.

5

Registre a decisão. Decisões difíceis documentadas — com data, contexto e raciocínio — protegem o profissional em situações futuras de questionamento.

6

Aprenda depois. Com calma, revise: o que funcionou? O que faria diferente? Reflexão pós-ação é o principal motor do desenvolvimento profissional.

Equipe

Dinâmica da Equipe Odontológica

1

Clareza de papel previne conflito. ASB, TSB e CD têm atribuições definidas pelo CFO. Use isso como base de entendimento compartilhado, não como hierarquia rígida.

2

Feedback eficaz é imediato, específico e privado. Nunca corrija um colega na frente do paciente. A credibilidade da equipe é construída coletivamente.

3

15 minutos por semana evitam horas de conflito. Reuniões curtas e objetivas criam espaço para ajustes antes que pequenas frustrações virem grandes problemas.

4

Reconheça publicamente os acertos. Elogio coletivo fortalece cultura e engajamento. Seja específico: "Você manejou aquela situação com o paciente muito bem."

5

Comunicação crítica não é por texto. Erros, advertências e decisões clínicas importantes devem ser tratados presencialmente. Mensagem de texto não tem tom de voz nem empatia.

Autocuidado

Prevenção do Burnout

Sinais de alerta

  • Irritabilidade constante com pacientes ou colegas
  • Sensação de que nada que você faz é suficiente
  • Dificuldade de concentração em procedimentos simples
  • Distanciamento emocional de quem você cuida
1

Crie rituais de transição. Um hábito entre o consultório e a casa — uma música, uma caminhada, trocar de roupa — separa os contextos mentalmente e previne o acúmulo de estresse.

2

Tenha ao menos uma atividade desconectada. Algo completamente alheio à Odontologia na rotina semanal. Lazer não é perda de tempo — é manutenção da capacidade de trabalho.

3

Busque mentoria ou supervisão. Profissionais experientes encurtam caminhos e normalizam dificuldades que parecem únicas mas são comuns. Não é fraqueza — é investimento.

4

Não naturalize o sofrimento crônico. Se estiver difícil por mais de duas semanas consecutivas, busque apoio de saúde mental. Cuidar de quem cuida é um ato profissional e humano.

Referências: Salovey & Mayer (1990) · Rahim (2002) · Goleman (1998) · Del Prette & Del Prette (2001)
ConnectOdonto · Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio · 2026