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Explore situações reais da prática odontológica — consultório, paciente, equipe, ética — e descubra seu perfil interpessoal. Sem julgamentos, sem respostas certas.
Essas informações tornam seu perfil mais preciso. Nenhum dado é compartilhado.
As situações serão adaptadas para o contexto que você escolher.
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Projeto de Extensão · Disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais
Curso de Odontologia · Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio
A formação em Odontologia é reconhecida pela rigorosidade de seu conteúdo técnico e clínico. No entanto, essa ênfase acaba, com frequência, relegando ao segundo plano o desenvolvimento de competências relacionais — aquelas que determinam como o profissional se comunica, reage a situações de pressão, constrói vínculos com pacientes e convive com sua equipe. O resultado é uma lacuna silenciosa: estudantes e profissionais tecnicamente competentes, mas sem ferramentas para compreender e aprimorar seu próprio comportamento interpessoal.
Essa lacuna se manifesta de formas concretas: na clínica-escola, conflitos de equipe sem mediação; no consultório, dificuldade de comunicação com o paciente ansioso; na UBS e no hospital, inserção em equipes multiprofissionais sem habilidades colaborativas treinadas; na docência, autoridade sem escuta. Em todos esses cenários, o denominador comum é o mesmo: o profissional não conhece suficientemente seus próprios padrões de reação e comunicação.
O ConnectOdonto nasceu da observação direta dessas situações — e da constatação de que perguntas simples como "como você reage quando há um conflito com a equipe?" revelavam insegurança não por falta de vivência, mas por ausência de um olhar estruturado sobre si mesmo.
O desafio não é apenas de conteúdo — é de método. Estudantes que participam de disciplinas sobre relações interpessoais recebem conceitos, leem autores, assistem a discussões. Mas raramente têm a oportunidade de aplicar esse conhecimento sobre si mesmos, em situações que reconhecem como suas. A teoria permanece teoria, enquanto o comportamento relacional segue operando no automático.
ConnectOdonto foi criado para preencher esse espaço. A plataforma propõe uma experiência ativa: ao invés de ler sobre como profissionais lidam com conflitos, o participante é colocado diante de situações do seu próprio cotidiano e responde como responderia na vida real. A partir dessas escolhas, a plataforma constrói um retrato interpessoal individualizado — não um diagnóstico clínico, mas um espelho estruturado. Um convite ao autoconhecimento.
Por ser digital, gratuita e acessível via celular sem cadastro obrigatório, a plataforma elimina barreiras de entrada e garante que o autoconhecimento interpessoal não seja um privilégio de quem tem acesso a recursos específicos — chegando a estudantes, profissionais e pesquisadores em qualquer lugar do Brasil.
Identificar formas de comunicação intrapessoal e interpessoal em grupos específicos, a partir da interação com a ferramenta em situações reais de trabalho e estudo.
Observar se as linguagens utilizadas pelos participantes tendem a padrões violentos, passivos ou colaborativos — e promover reflexão sobre essas tendências.
Propor formas de linguagem terapêutica e comunicação não violenta para resolução de situações conflitantes no ambiente profissional e clínico.
Subsidiar os integrantes do projeto com um painel administrativo que reúne os dados agregados dos participantes, possibilitando identificar padrões coletivos, avaliar o impacto da ação extensionista e apresentar resultados concretos no dia da exposição à turma.
Através do experimento social presencial e da apresentação à turma, promover momentos de reflexão coletiva nos quais os perfis sejam discutidos em grupo — distribuindo uma cartilha física impressa com dicas práticas sobre comunicação, conflito, inteligência emocional e burnout, conectando a experiência individual ao aprendizado colaborativo.
Através da disseminação em redes sociais, ampliar o alcance para profissionais formados e estudantes de outras instituições em todo o território nacional, tornando o autoconhecimento interpessoal acessível a quem nunca teria acesso a esse tipo de ferramenta por outras vias.
Planejamento e desenvolvimento do projeto
Cada sessão mapeia seis dimensões com base nos modelos de Rahim (2002) e Salovey & Mayer (1990). Todas possuem pontos fortes — nenhuma é patológica.
Quatro eixos teóricos fundamentam os cenários, as dimensões e os perfis deste projeto: Comunicação Não Violenta, Inteligência Emocional, Gestão de Conflitos Organizacionais e Burnout em profissionais de saúde. A base bibliográfica combina obras de referência e dois artigos científicos revisados por pares — Rahim (2002) e Maslach, Schaufeli e Leiter (2001) — entre os mais citados em suas respectivas áreas.
Livros
Artigos científicos
Cada escolha visual do ConnectOdonto tem uma intenção — de comunicar antes mesmo que o usuário leia uma palavra.
O verde sage (#3E6B4F) foi escolhido por evocar saúde, natureza e equilíbrio emocional — sem a frieza do azul hospitalar nem a urgência do vermelho. É uma cor que transmite confiança e acolhimento: exatamente o que se espera de uma ferramenta de autoconhecimento voltada para profissionais de saúde. Ao contrário do branco estéril dos sistemas clínicos, o sage cria um ambiente que convida à reflexão sem intimidar.
Os títulos usam DM Serif Display, uma fonte serifada que confere autoridade acadêmica e calor ao mesmo tempo — distante da rigidez dos sistemas institucionais, mas sem perder a seriedade. O corpo de texto usa DM Sans, uma sans-serif moderna e de alta legibilidade em telas pequenas. A combinação traduz o projeto: rigor científico com linguagem acessível.
O âmbar sinaliza atenção e cuidado — usado em alertas, burnout e seções que pedem mais atenção do usuário. O rosa é reservado para situações de maior tensão (conflito, dominação, decisões críticas). O teal aparece na dimensão de colaboração. Cada cor foi escolhida para ter um significado consistente ao longo de toda a experiência, funcionando como sistema de sinalização visual intuitivo.
O ícone representa duas silhuetas humanas em diferentes planos — uma maior (profissional) e uma menor (paciente ou colega) — unidas por uma linha de conexão. Não há hierarquia rígida: ambas estão em relação. O nome ConnectOdonto em DM Serif Display ao lado reforça a identidade sem precisar de explicação. O conjunto é imediatamente reconhecível mesmo em tamanhos reduzidos, funcionando bem em mobile e em certificados gerados pela plataforma.
Esta ferramenta não é um instrumento diagnóstico e não pretende classificar ou rotular pessoas. Os perfis gerados são retratos momentâneos de tendências interpessoais — sujeitos a contexto, estado emocional, fase de vida e disposição no momento da exploração.
Nenhum perfil é superior a outro. Cada dimensão possui pontos fortes e pontos de desenvolvimento. O objetivo é ampliar a consciência sobre como você tende a agir sob pressão — não prescrever como você deve ser.
O ConnectOdonto é uma plataforma de fins exclusivamente acadêmicos, desenvolvida como projeto de extensão universitária na disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais. Não possui finalidade clínica, diagnóstica ou comercial.
Os dados fornecidos voluntariamente pelos participantes — nome, perfil gerado e respostas — são registrados em banco de dados externo (Firebase Firestore, Google LLC) com acesso restrito à equipe do projeto, utilizados unicamente para análise de resultados e avaliação do alcance da ação extensionista. Nenhum dado é vendido, compartilhado com terceiros ou utilizado fora do escopo acadêmico.
A participação é inteiramente voluntária e anônima em relação ao público externo. Os perfis gerados refletem tendências momentâneas e não constituem avaliação psicológica. Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade.
Acompanhe como seu perfil evolui a cada partida.
Digite o PIN para acessar os dados da pesquisa
ConnectOdonto — Autoconhecimento Interpessoal
Guia prático de relacionamentos, tomada de decisão e comunicação para profissionais da Odontologia
Prepare o ambiente. Antes de dar uma notícia difícil, garanta privacidade, sente-se ao nível do paciente e elimine interrupções. O contexto comunica tanto quanto as palavras.
Use linguagem acessível. Troque termos técnicos por descrições simples. O paciente toma decisões melhores quando compreende o que está acontecendo com sua saúde.
Valide antes de solucionar. "Entendo que isso é difícil de ouvir" abre mais espaço do que ir direto ao plano de tratamento. Emoção validada, mente aberta.
Quando questionado, não defenda — explique. "Posso te mostrar exatamente o que estou vendo?" transforma confronto em colaboração.
Documente a conversa. Registre no prontuário o que foi comunicado, como o paciente reagiu e o que foi acordado. Isso protege você e o paciente.
Baseado em Rahim (2002). Cada estilo tem seu momento — o erro está em usar sempre o mesmo.
Integração — Use quando o relacionamento importa e há tempo. "Como podemos resolver isso juntos?" Gera as soluções mais duradouras.
Dominação — Indicado em urgências clínicas ou risco ético. Assuma a posição com clareza. Não é arrogância — é liderança em situação crítica.
Acomodação — Quando você errou ou o assunto é menos relevante para você. Reconheça sem dramatizar. A humildade profissional fortalece vínculos.
Evitação — Para conflitos triviais ou quando as emoções estão acaloradas. Adie para um momento mais adequado. Não é fuga — é estratégia.
Compromisso — Ambos cedem um pouco. Ideal para negociações de equipe sem vencedor definido. Mantém o relacionamento e resolve o impasse.
Reconheça seus gatilhos. Antes de reagir, faça uma pausa de 3 segundos. O que você sente no corpo quando a situação escala? Identificar o gatilho é o primeiro passo para regular a resposta.
Separe comportamento de caráter. Critique a ação ("isso não foi executado corretamente"), não a pessoa. Essa distinção muda completamente a receptividade ao feedback.
Use comunicação não-violenta. Estrutura: "Eu me sinto [emoção] quando [situação] porque [necessidade]. Preciso que [pedido claro]." Simples, direto e respeitoso.
Empatia não é concordar. Você pode discordar de um paciente ou colega e ainda respeitar sua perspectiva. Isso diferencia empatia de submissão.
Peça feedback da equipe. Líderes que abrem espaço para retorno honesto reduzem o ruído de conflitos não-ditos. "O que eu poderia fazer diferente?" é uma pergunta poderosa.
Quando a situação exige uma escolha difícil, siga este protocolo:
Pause. Nomeie internamente: "Estou sob pressão agora." Esse reconhecimento já reduz a reatividade e abre espaço para pensar com clareza.
Identifique as partes afetadas. Quem é impactado pela decisão? Paciente, equipe, você, clínica. Ter clareza sobre os envolvidos orienta a escolha.
Consulte o Código de Ética. Em situações de dúvida ética, o Código de Ética Odontológico (CFO) é seu guia. Ele existe para proteger o profissional e o paciente.
Prefira a transparência. Omitir um erro ou uma má notícia gera conflitos maiores no futuro. Honestidade oportuna protege o vínculo terapêutico e a confiança.
Registre a decisão. Decisões difíceis documentadas — com data, contexto e raciocínio — protegem o profissional em situações futuras de questionamento.
Aprenda depois. Com calma, revise: o que funcionou? O que faria diferente? Reflexão pós-ação é o principal motor do desenvolvimento profissional.
Clareza de papel previne conflito. ASB, TSB e CD têm atribuições definidas pelo CFO. Use isso como base de entendimento compartilhado, não como hierarquia rígida.
Feedback eficaz é imediato, específico e privado. Nunca corrija um colega na frente do paciente. A credibilidade da equipe é construída coletivamente.
15 minutos por semana evitam horas de conflito. Reuniões curtas e objetivas criam espaço para ajustes antes que pequenas frustrações virem grandes problemas.
Reconheça publicamente os acertos. Elogio coletivo fortalece cultura e engajamento. Seja específico: "Você manejou aquela situação com o paciente muito bem."
Comunicação crítica não é por texto. Erros, advertências e decisões clínicas importantes devem ser tratados presencialmente. Mensagem de texto não tem tom de voz nem empatia.
Sinais de alerta
Crie rituais de transição. Um hábito entre o consultório e a casa — uma música, uma caminhada, trocar de roupa — separa os contextos mentalmente e previne o acúmulo de estresse.
Tenha ao menos uma atividade desconectada. Algo completamente alheio à Odontologia na rotina semanal. Lazer não é perda de tempo — é manutenção da capacidade de trabalho.
Busque mentoria ou supervisão. Profissionais experientes encurtam caminhos e normalizam dificuldades que parecem únicas mas são comuns. Não é fraqueza — é investimento.
Não naturalize o sofrimento crônico. Se estiver difícil por mais de duas semanas consecutivas, busque apoio de saúde mental. Cuidar de quem cuida é um ato profissional e humano.
Referências: Salovey & Mayer (1990) · Rahim (2002) · Goleman (1998) · Del Prette & Del Prette (2001)
ConnectOdonto · Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio · 2026