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Explore situações reais da prática odontológica — consultório, paciente, equipe, ética — e descubra seu perfil interpessoal. Sem julgamentos, sem ranking.
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As situações serão adaptadas para o contexto que você escolher.
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Projeto de Extensão · Disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais
Curso de Odontologia · Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio
Na prática clínica odontológica, as relações interpessoais — entre profissional e paciente e dentro da equipe multiprofissional — são determinantes para a qualidade do cuidado e para o desenvolvimento profissional. Situações de conflito, dificuldades de comunicação, assertividade inadequada e falta de empatia comprometem tanto os vínculos terapêuticos quanto o ambiente de trabalho.
Este projeto de extensão parte da observação dessas situações conflitantes no relacionamento intrapessoal e interpessoal — no contexto individual, coletivo e profissional — tendo como base o processo de percepção de um indivíduo em relação a si mesmo e aos outros.
A proposta visa subsidiar estudantes e a equipe de odontologia na comunicação terapêutica, promovendo uma odontologia holística pautada pela ética, pela diversidade e pela comunicação não violenta.
A prática extensionista articula a instituição de ensino superior com a sociedade, promovendo a descentralização do conhecimento e o empoderamento das comunidades envolvidas. Identificar padrões de comunicação interpessoal — e oferecer reflexão qualificada sobre eles — é uma contribuição direta ao desenvolvimento de profissionais de saúde mais conscientes, empáticos e eficazes.
ConnectOdonto é a solução tecnológica desenvolvida como produto desta ação extensionista: uma ferramenta de autoconhecimento baseada em cenários situacionais reais do ambiente clínico, acadêmico e profissional — sem julgamentos, sem ranking, sem respostas certas ou erradas.
Identificar formas de comunicação intrapessoal e interpessoal em grupos específicos, a partir da interação com a ferramenta em situações reais de trabalho e estudo.
Observar se as linguagens utilizadas pelos participantes tendem a padrões violentos, passivos ou colaborativos — e promover reflexão sobre essas tendências.
Propor formas de linguagem terapêutica e comunicação não violenta para resolução de situações conflitantes no ambiente profissional e clínico.
Avaliar o atingimento dos objetivos sociocomunitários por meio dos dados coletados na plataforma (perfis, dimensões, ambientes e distribuição de respostas).
Planejamento e desenvolvimento do projeto
Cada sessão mapeia seis dimensões com base nos modelos de Rahim (2002) e Salovey & Mayer (1990). Todas possuem pontos fortes — nenhuma é patológica.
Três eixos da literatura científica fundamentam os cenários, as dimensões e os perfis deste projeto: inteligência emocional, gestão de conflito organizacional e habilidades sociais interpessoais.
Esta ferramenta não é um instrumento diagnóstico e não pretende classificar ou rotular pessoas. Os perfis gerados são retratos momentâneos de tendências interpessoais — sujeitos a contexto, estado emocional, fase de vida e disposição no momento da exploração.
Nenhum perfil é superior a outro. Cada dimensão possui pontos fortes e pontos de desenvolvimento. O objetivo é ampliar a consciência sobre como você tende a agir sob pressão — não prescrever como você deve ser.
Os dados são armazenados localmente no dispositivo do participante e utilizados exclusivamente para fins acadêmicos e de avaliação do projeto de extensão, conforme os objetivos estabelecidos na disciplina de Relações Interpessoais e Profissionais.
Acompanhe como seu perfil evolui a cada partida.
Digite o PIN para acessar os dados da pesquisa
ConnectOdonto — Autoconhecimento Interpessoal
Guia prático de relacionamentos, tomada de decisão e comunicação para profissionais da Odontologia
Prepare o ambiente. Antes de dar uma notícia difícil, garanta privacidade, sente-se ao nível do paciente e elimine interrupções. O contexto comunica tanto quanto as palavras.
Use linguagem acessível. Troque termos técnicos por descrições simples. O paciente toma decisões melhores quando compreende o que está acontecendo com sua saúde.
Valide antes de solucionar. "Entendo que isso é difícil de ouvir" abre mais espaço do que ir direto ao plano de tratamento. Emoção validada, mente aberta.
Quando questionado, não defenda — explique. "Posso te mostrar exatamente o que estou vendo?" transforma confronto em colaboração.
Documente a conversa. Registre no prontuário o que foi comunicado, como o paciente reagiu e o que foi acordado. Isso protege você e o paciente.
Baseado em Rahim (2002). Cada estilo tem seu momento — o erro está em usar sempre o mesmo.
Integração — Use quando o relacionamento importa e há tempo. "Como podemos resolver isso juntos?" Gera as soluções mais duradouras.
Dominação — Indicado em urgências clínicas ou risco ético. Assuma a posição com clareza. Não é arrogância — é liderança em situação crítica.
Acomodação — Quando você errou ou o assunto é menos relevante para você. Reconheça sem dramatizar. A humildade profissional fortalece vínculos.
Evitação — Para conflitos triviais ou quando as emoções estão acaloradas. Adie para um momento mais adequado. Não é fuga — é estratégia.
Compromisso — Ambos cedem um pouco. Ideal para negociações de equipe sem vencedor definido. Mantém o relacionamento e resolve o impasse.
Reconheça seus gatilhos. Antes de reagir, faça uma pausa de 3 segundos. O que você sente no corpo quando a situação escala? Identificar o gatilho é o primeiro passo para regular a resposta.
Separe comportamento de caráter. Critique a ação ("isso não foi executado corretamente"), não a pessoa. Essa distinção muda completamente a receptividade ao feedback.
Use comunicação não-violenta. Estrutura: "Eu me sinto [emoção] quando [situação] porque [necessidade]. Preciso que [pedido claro]." Simples, direto e respeitoso.
Empatia não é concordar. Você pode discordar de um paciente ou colega e ainda respeitar sua perspectiva. Isso diferencia empatia de submissão.
Peça feedback da equipe. Líderes que abrem espaço para retorno honesto reduzem o ruído de conflitos não-ditos. "O que eu poderia fazer diferente?" é uma pergunta poderosa.
Quando a situação exige uma escolha difícil, siga este protocolo:
Pause. Nomeie internamente: "Estou sob pressão agora." Esse reconhecimento já reduz a reatividade e abre espaço para pensar com clareza.
Identifique as partes afetadas. Quem é impactado pela decisão? Paciente, equipe, você, clínica. Ter clareza sobre os envolvidos orienta a escolha.
Consulte o Código de Ética. Em situações de dúvida ética, o Código de Ética Odontológico (CFO) é seu guia. Ele existe para proteger o profissional e o paciente.
Prefira a transparência. Omitir um erro ou uma má notícia gera conflitos maiores no futuro. Honestidade oportuna protege o vínculo terapêutico e a confiança.
Registre a decisão. Decisões difíceis documentadas — com data, contexto e raciocínio — protegem o profissional em situações futuras de questionamento.
Aprenda depois. Com calma, revise: o que funcionou? O que faria diferente? Reflexão pós-ação é o principal motor do desenvolvimento profissional.
Clareza de papel previne conflito. ASB, TSB e CD têm atribuições definidas pelo CFO. Use isso como base de entendimento compartilhado, não como hierarquia rígida.
Feedback eficaz é imediato, específico e privado. Nunca corrija um colega na frente do paciente. A credibilidade da equipe é construída coletivamente.
15 minutos por semana evitam horas de conflito. Reuniões curtas e objetivas criam espaço para ajustes antes que pequenas frustrações virem grandes problemas.
Reconheça publicamente os acertos. Elogio coletivo fortalece cultura e engajamento. Seja específico: "Você manejou aquela situação com o paciente muito bem."
Comunicação crítica não é por texto. Erros, advertências e decisões clínicas importantes devem ser tratados presencialmente. Mensagem de texto não tem tom de voz nem empatia.
Sinais de alerta
Crie rituais de transição. Um hábito entre o consultório e a casa — uma música, uma caminhada, trocar de roupa — separa os contextos mentalmente e previne o acúmulo de estresse.
Tenha ao menos uma atividade desconectada. Algo completamente alheio à Odontologia na rotina semanal. Lazer não é perda de tempo — é manutenção da capacidade de trabalho.
Busque mentoria ou supervisão. Profissionais experientes encurtam caminhos e normalizam dificuldades que parecem únicas mas são comuns. Não é fraqueza — é investimento.
Não naturalize o sofrimento crônico. Se estiver difícil por mais de duas semanas consecutivas, busque apoio de saúde mental. Cuidar de quem cuida é um ato profissional e humano.
Referências: Salovey & Mayer (1990) · Rahim (2002) · Goleman (1998) · Del Prette & Del Prette (2001)
ConnectOdonto · Universidade Estácio de Sá — Campus Recreio · 2026